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Mensagens

E tu, acreditas?

- Acreditas no destino? - Ela olha-o admirada, mas logo se forma um breve sorriso no seu rosto. - Não sei...tu acreditas?  - Acredito, e acho sinceramente que foi o destino que nos juntou.  - O que é, para ti, o destino?  - Para mim, o destino é a forma natural que as vidas tomam. É como optares por algo, por um caminho, ao invés de outro qualquer, sobretudo porque tinha que ser assim, porque algo te fez mudar, e esse algo era o destino. É como se as coisas tivessem, simplesmente, de se desenrolar de determinada forma, como se já nascêssemos com um rumo traçado. - Ela olha para o vazio assimilando tudo o que acabara de ouvir. Pensava em tudo, se o destino existia mesmo, ou se não passava de mera utopia criada pelos humanos. - Achas que o que quer que seja que nos tenha juntado, também nos pode separar? - Diz, por fim, um pouco a medo. - Claro que não! O destino sabe que te amo demais para te tirar de mim. Ambos sorriem.

Qual a razão no meio disso tudo?

O coração tenta dizer-me algo, mas a razão, por sua vez, fala e fala bastante alto. No meio disto tudo estou eu. Perdida, e a deambular entre ambos. Eu e esta minha mania de ser sempre assertiva e ter uma razão para tudo. Pois é, quando há amor, essa é a razão para tudo. Então, quando a razão não encontra amor, qual é a razão no meio disso tudo? 

Insane

Quis fugir mas não havia sítio que me acolhesse. As ruas estavam fechadas e as paredes eram altas e sem fim. Quis companhia para mais uma noite fria e sem sentido, mas ninguém estava lá, e sinceramente, eu estava farta de pessoas. Essa espécie sem escrúpulos, baseada em insanidade mental e maldade na sua pior forma. Odiava-me por isso.
- Certa vez, quando era puto, queria imenso ir ver os pinguins ao jardim zoológico. Andei dias a chatear o meu pai para ir lá comigo, mas ele disse que tínhamos tempo para ir, porque os pinguins iam lá estar até sábado. - Sim, e então? Foste no sábado ao zoo e viste os pinguins, certo? - Errado! O meu pai saiu de casa nessa semana, antes de me levar lá. - Isso foi mesmo mau. - E não me vais perguntar qual é a moral da história? - Vá, diz lá qual é a moral da história. - Isto tudo é só para te dizer que se tens alguma coisa a fazer, faz. Arrisca. Se gostas da miúda vai atrás dela e não percas mais tempo! Se tens que bater com os cornos na parede, ao menos que seja a toda a velocidade. (in, A Bela e o Paparazzo)

Heartless

Conheces de cor a sensação do frio na barriga, mas cada vez é mais escassa, a verdade é essa. Não é que isso seja mau sinal, mas apetece-me falar de algo que não anda de mãos dadas comigo. Um sentimento pelo qual tenho um enorme respeito. Talvez por isso tenha sempre um pé atrás no que toca a essas coisas do amor. Parece que tomei uma vacina qualquer que me "protege" de apanhar todo e qualquer sintoma que tenha a ver com...isso.

Resilience

De repente é como se nada fizesse sentido. Tiraram-te o chão, sem aviso prévio, e tu ficas em queda livre. Nesta ínfima selva de predadores, és tu a presa fácil, frágil e indefesa que não tem para onde fugir. Não pertences a nenhum lado, vês-te do alto do horizonte, sozinha e minúscula, engolida pela multidão. Quase sentes pena de ti mesma. A força entrou em sublimação e escapou-se por entre os dedos, que juntos se erguiam em direção ao céu. Por um momento deixas-te cair, até encontrares o chão, e ali permaneces, contigo mesma. Só isso. Gostas de estar sozinha, mas assusta-te a solidão na sua forma mais crua e dura. Ficas apavorada, envolta nos teus próprios braços que se apertam em jeito de consolo. O rosto rapidamente se converte em dor, as lágrimas desbotam a maquilhagem que ainda permanece da noite anterior, mas tu não te preocupas. Deixas-te levar, deixas que a tristeza se esgote e te abandone completamente. Sentes-te melhor, logo de seguida. Levantas-te e ergues a cabeça, afas...

Coisas desse tipo

A mim não me interessa ser famosa, não me interessa ser reconhecida, nem saber que sabem o meu nome. Não é isso que me alimenta o ego, não tenho necessidade de ser adorada, nem idolatrada, ou whatever. Interessa que aqueles que eu gosto, gostem de mim e confiem em mim, pois isso sim, me trás felicidade. Julgar sem conhecer é fácil e está à mão de todos, mas se não conheces e falas, concerteza não tens o privilégio de conhecer. Os meus amigos conto-os pelos dedos, e esses, guardo-os a todos no coração. Para o resto do mundo sorrio, mesmo que de volta receba um pontapé. E é isso.