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Mensagens

19

Não sei, mas não gosto da minha nova idade. 19 anos, é estranho. Nem é 18 nem 20, está ali no meio, como que indeciso. Se tenho um ano a mais da idade da “maioridade”, estou a um ano de fazer duas décadas de vida. Porra, é mesmo estranho. Crescemos e nem nos apercebemos. Olhamos ao espelho e não conseguimos ver a mudança, que se faz constantemente e a toda a hora. Acordamos e o nosso destino não vai ser mais um dia secante de escola, mas sim mais um dia cansativo de trabalho. Bem, só me resta aceitar e dar as boas vindas aos 19. E desejo sinceramente que sejam bem melhores que os 18. Um muito obrigado a todos os que se lembraram e dedicaram uns segundos da sua vida, para me dar os parabéns.

"Querem controlar mas são todos descontrolados"

Gostava mesmo que neste mundo pequenino e medíocre houvesse um pouco mais de benevolência e honestidade. Parece-me que anda a faltar, a muita gente, uma grande dose desses dois ingredientes tão importantes. Toda a gente fala de toda a gente, toda a gente quer ver a derrota de toda a gente, toda a gente magoa e mente a toda a gente. Ok, matem-se para aí, já que esperar que as pessoas mudem é como pedir  ao governo que baixe os impostos. Já estou naquela fase da resignação, em que me estou a borrifar para tudo, só peço que não me envolvam em intrigas e em esquemas de mau tom. Estou no meu pleno direito, e se eu não piso o espaço de ninguém, não vejo qual o intuito de virem pisar o meu negligentemente. Mas que coisa. Estou saturada até deste ar carregado de maldade. Parece que anda por aí um vírus a atacar todo o mundo e a fazer com que se revoltem uns contra os outros. Mas também digo que só se deixa apanhar quem quer. "Querem controlar mas são todos descontrolados...

Partindo rumo à Primavera

Há vezes em que dou por mim a vaguear por aí, a imaginar situações e a pintar a vida como eu gostaria que ela fosse. Nesses momentos sinto-me capaz de a transformar naquilo que idealizei e ter aquilo que desejei. Sinto uma enorme vontade de ocupar a cabeça e o coração, e voar, livre de preocupações. Mas no meio disso tudo, desejo ainda mais, que o vento me leve até ti, que segures a minha mão com firmeza e não a soltes mais. Um caminho é sempre mais curto quando é feito em conjunto, disso tenho a certeza. E eu quero caminhá-lo contigo.

Retratos de uma vida

São tantas as vezes em que me perco nos meus próprios pensamentos, perco-me de tal maneira que acabo por tropeçar em memórias que estavam há já tanto tempo arrumadas a um canto, cobertas de pó e de saudade. Não resisto a pegar novamente nelas, sacudir o tal pó e deixar que as recordações surjam na tela da minha imaginação. Instalo-me confortavelmente, e é com um breve sorriso no rosto que assisto com toda a calma e concentração do mundo para não deixar escapar nada, nem o mais pequeno pormenor. Assim, começa o filme da minha vida, e de repente, sinto-me novamente com 6 anos. Consigo ouvir o som de gargalhadas, tão puras e genuínas, a alegria tão característica e a alma leve, como uma pena, liberta de preocupações e alheia a tudo o que a rodeia. Sinto-me feliz por acordar e poder fazer o que mais amo, brincar, brincar, brincar...brincar, sozinha, não me interessa, pois depressa arranjo uma amiga feita de ar, mas que não me contraria e brinca comigo exactamente da maneira que quero. Ah...

"A cidade está deserta..."

Sabes quando te encontras tão apagada que tudo à tua volta é negro, escuro e triste? Quando te encontras tão desamparada e sem rumo, que por mais que te digam que o caminho "é por ali" tu continuas parada sem saber para onde avançar? É horrível a sensação de impotência face à nossa própria existência. Os porquês aumentam, e o pior é que nenhuma resposta surge. Apenas interrogações, que te atropelam com a força de um camião desgovernado. Enquanto isso só te consegues ver a afundar, pouco a pouco, como se assistisses à própria derrota pelos olhos de outro alguém. Mas sabes que perder a batalha não significa perder a guerra. Ou será ao contrário? Não interessa. A vida corre lentamente, pensas tu. Flutuando em ziguezague, na incerteza do caminho que há de tomar. E assim é a tua vida, dia após dia, virando as páginas, numa pressa incessante de a algum lado chegar, deambulando entre o sabor agridoce daquela que é a vida.

Sobre estar só

A noite chegou para, mais uma vez, me embalar com a sua sobriedade e nostalgia. É com a chegada dela e com o toque da brisa, que as primeiras lágrimas teimam em escorrer pela face. Percorro lentamente pelas memórias e emoções, vasculhando a fundo cada bocadinho do meu ser, tentando absorver tudo o que conseguir. Mas nunca chega... Acabo sempre por me sentir tão pequenina no meio de tamanha grandeza. "para onde vou? de onde vim? alguém me diga, por favor, o que faço aqui?", tantas perguntas e nenhuma resposta consigo encontrar. Fazendo-me acompanhar de mim própria, penso e repenso, será demais? Abafo um grito no escuro desta noite, tento não pensar em mais nada, não me quero auto-massacrar mais. Mas acabo sempre por fazê-lo e isso só me faz pior. Acabo por cair sempre no mesmo buraco, pois a noite cega-me. Acabo sempre por fazer asneira e martirizo-me por isso, sentindo-me uma imbecil. É no frio da noite que choro para que ninguém me oiça, para ninguém ver toda a fragilidad...

Hopeless state

Tenho saudades. Uma saudade tão grande de fazer doer cá dentro, chegando a sufocar-me. Tenho saudades de tudo e nada ao mesmo tempo. Ou talvez do passado, o que não me agrada. Não estou bem, de todo, nem sei quando o estarei. Vou estando. Vou aguentando cenas lamentáveis a toda a hora, vou vendo tudo a passar-me ao lado, vou fazendo asneiras, porque afinal de contas não estou bem e tenho saudades. Boa teoria esta.