A noite chegou para, mais uma vez, me embalar com a sua sobriedade e nostalgia. É com a chegada dela e com o toque da brisa, que as primeiras lágrimas teimam em escorrer pela face. Percorro lentamente pelas memórias e emoções, vasculhando a fundo cada bocadinho do meu ser, tentando absorver tudo o que conseguir. Mas nunca chega... Acabo sempre por me sentir tão pequenina no meio de tamanha grandeza. "para onde vou? de onde vim? alguém me diga, por favor, o que faço aqui?", tantas perguntas e nenhuma resposta consigo encontrar. Fazendo-me acompanhar de mim própria, penso e repenso, será demais? Abafo um grito no escuro desta noite, tento não pensar em mais nada, não me quero auto-massacrar mais. Mas acabo sempre por fazê-lo e isso só me faz pior. Acabo por cair sempre no mesmo buraco, pois a noite cega-me. Acabo sempre por fazer asneira e martirizo-me por isso, sentindo-me uma imbecil. É no frio da noite que choro para que ninguém me oiça, para ninguém ver toda a fragilidade que me consome, onde na realidade só queria que alguém me embalasse e dissesse "está tudo bem". Não sou mais do que um junco, que abana e estreme com a mais pequena brisa. Mas apesar de tudo, é de dia que me sinto sozinha, no meio de uma multidão.
Era um dia de verão, no ar passava um avião, um de tantos que todos os dias sobrevoavam o céu, o mesmo céu que ela não se fartava de olhar. Quando lhe perguntavam qual a sua cor favorita, dizia, sem pestanejar, "azul turquesa". Era feliz quando nas suas pequeninas mãos tinha a caneta, exatamente com a cor do céu. Não se coibia de a utilizar em todos os seus desenhos, pintando o céu, e um sol, amarelo e radiante. "Lá em cima vão os teus avós" - Diziam-lhe, enquanto concentrava toda a sua atenção naquele avião, que parecia tão pequeno visto de longe, imaginando como seria estar lá dentro, a sobrevoar a terra que ela pisava. Entrava no aeroporto. Era capaz de ficar horas a olhar para a avioneta que, fantasticamente, se encontrava no tecto, suspensa por fios que lhe pareciam tão frágeis. Tinha medo de se colocar debaixo dela, mas era emocionante vê-la, e admirá-la. Subia ao rooftop do aeroporto. Colocavam-na em cima do muro para conseguir ver melhor. Sentia-se ain...

Mary, acredita... Sozinha não estás! :)
ResponderEliminarEu na semana passada tive um desgosto "amoroso", uma pessoa de quem gosto revelou-se ser uma pessoa horrível, quando eu pensava ser perfeita para mim.
O pior é que vou estar ligada a ela durante algum tempo... E deixar de falar com ela não é o melhor. Mas vai ser dificil esquecê-la pois ela estará sempre por perto.
(este testamento só para dizer que á noite também choro... que bazarouca sou --')
Há noites em que também choro rapariga, fico a recordar os velhos tempos que me deixa saudades.
Mas agora tenho me lembrado mais é de quando era feliz antes de conhecer o verdadeiro eu daquele fulano... Agora tenho de me distraír com algo, sei lá nem que tenha de contar todas as pedras que venho plo chão (nunca mais saía do mesmo lugar mas pronto xD).
O que quero dizer é que tenta encontrar algo que te distraia! ;)
bjs