Não sei, mas não gosto da minha nova idade. 19 anos, é estranho. Nem é 18 nem 20, está ali no meio, como que indeciso. Se tenho um ano a mais da idade da “maioridade”, estou a um ano de fazer duas décadas de vida. Porra, é mesmo estranho. Crescemos e nem nos apercebemos. Olhamos ao espelho e não conseguimos ver a mudança, que se faz constantemente e a toda a hora. Acordamos e o nosso destino não vai ser mais um dia secante de escola, mas sim mais um dia cansativo de trabalho. Bem, só me resta aceitar e dar as boas vindas aos 19. E desejo sinceramente que sejam bem melhores que os 18.
Era um dia de verão, no ar passava um avião, um de tantos que todos os dias sobrevoavam o céu, o mesmo céu que ela não se fartava de olhar. Quando lhe perguntavam qual a sua cor favorita, dizia, sem pestanejar, "azul turquesa". Era feliz quando nas suas pequeninas mãos tinha a caneta, exatamente com a cor do céu. Não se coibia de a utilizar em todos os seus desenhos, pintando o céu, e um sol, amarelo e radiante. "Lá em cima vão os teus avós" - Diziam-lhe, enquanto concentrava toda a sua atenção naquele avião, que parecia tão pequeno visto de longe, imaginando como seria estar lá dentro, a sobrevoar a terra que ela pisava. Entrava no aeroporto. Era capaz de ficar horas a olhar para a avioneta que, fantasticamente, se encontrava no tecto, suspensa por fios que lhe pareciam tão frágeis. Tinha medo de se colocar debaixo dela, mas era emocionante vê-la, e admirá-la. Subia ao rooftop do aeroporto. Colocavam-na em cima do muro para conseguir ver melhor. Sentia-se ain...

amo-te .
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ResponderEliminarParabéns Marisa! :D
(atrasados, mas pronto)
amo-te!
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