Avançar para o conteúdo principal

She


Ela é aquela menina cheia de fases. Um dia sorri, no outro volta a cara. O seu sorriso é doce mas o olhar é misterioso. Ela não sabe o que quer, aliás, num momento quer o céu, no outro basta-lhe o ar que respira. Vive numa constante busca, a da sua existência. Cheia de perguntas e completamente sem respostas. Deseja calma em certos momentos, e noutros só deseja que algo de surpreendente aconteça. O seu jeito delicado esconde o quão forte ela é, e o que suporta dia após dia. Extremamente gentil, mas quando é preciso, também sabe ser malvada. Ama demais, embora não goste muito de o demonstrar. Se mostra frieza, tudo não passa de uma máscara para se auto-proteger. Já se magoou tanto, já a magoaram tanto, mas ainda assim, não deixa de acreditar no amor, nas pessoas e na vida. (Adaptado)

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Sonhos de gente grande

Era um dia de verão, no ar passava um avião, um de tantos que todos os dias sobrevoavam o céu, o mesmo céu que ela não se fartava de olhar. Quando lhe perguntavam qual a sua cor favorita, dizia, sem pestanejar, "azul turquesa". Era feliz quando nas suas pequeninas mãos tinha a caneta, exatamente com a cor do céu. Não se coibia de a utilizar em todos os seus desenhos, pintando o céu, e um sol, amarelo e radiante. "Lá em cima vão os teus avós" - Diziam-lhe, enquanto concentrava toda a sua atenção naquele avião, que parecia tão pequeno visto de longe, imaginando como seria estar lá dentro, a sobrevoar a terra que ela pisava. Entrava no aeroporto. Era capaz de ficar horas a olhar para a avioneta que, fantasticamente, se encontrava no tecto, suspensa por fios que lhe pareciam tão frágeis. Tinha medo de se colocar debaixo dela, mas era emocionante vê-la, e admirá-la. Subia ao rooftop do aeroporto. Colocavam-na em cima do muro para conseguir ver melhor. Sentia-se ain...

Sometimes, the worst place you can be is in your own head

Estou de volta por aqui. Nunca abandonei totalmente este meu cantinho, mas com o passar dos anos veio o desleixo. As redes sociais e o meu trabalho nelas, fizeram com que me dissociasse das palavras e até dos livros. A realidade é que me tenho sentido vazia. Aquele sentimento de que nada faz sentido, o desprazer pelo trabalho, pelas tarefas do dia-a-dia, hobbies, pela vida, até. Apesar de pouco ou nada falar disto, sempre tive tendência para a depressão, a juntar à ansiedade que foi agravando nos últimos anos. O silêncio e o isolamento sempre foram a forma que usei para "lidar" com a situação. Nunca pedi ajuda, sempre achei que era tudo sinal de fraqueza e com ela vinha a vergonha de falar com quem quer que fosse sobre como me sentia. Até porque a dificuldade em explicar por palavras é sempre gigante. Se por acaso me perguntarem porque estou triste, apenas consigo responder "não sei, é por tudo". Sinto que não me consigo fazer entender, e isso deixa-me ainda pior. A...

Millenials

Somos a geração da mega drive, da Sega Saturno, do game boy do tamanho de um tijolo, de jogar ao berlinde e fazer covinhas no chão, de jogar ao peão, de brincar com o iô-iô e de ter um arco Hulla Hop, de acordar aos Sábados de manhã para ver o "buérere" com a Ana Malhoa, ver os power rangers ao Domingo, e no resto da semana ocupar as tardes com o Batatoon. A geração que teve um tamagotchi e que o deixou morrer vezes sem conta. A geração que teve um furby, um tapete com estradas, carros telecomandados com fios, a geração que comprava cassetes de música e ouvia-as no seu walkman com auscultadores. A geração que comprava CDS e que ouvia no discman, e que em todas as visitas de estudo se fazia acompanhar do pack com 145479 CD's. A geração que usava disquetes para guardar tudo o que podia, mas em que uma disquete só dava pra guardar cinco fotos. A geração que jogava solitário e pinball 3D no Windows 97, e fazia desenhos no paint para se entreter. A geração que os jogos que ...