Como seria se a nossa vida fosse como nos filmes? Se no final, tivesses a certeza de que tudo ia acabar bem? Sinceramente acho que não teria tanta piada assim. É como contarem-te uma anedota e tu já saberes como vai acabar. Acabas por não te rir, pois a mesma coisa não tem duas vezes o mesmo impacto. Da mesma forma é a nossa vida. Nunca sabes o que vem, o que encontrar ao virar da esquina. Podes até cair no minuto a seguir, ou encontrar o grande amor da tua vida. É bom sair à descoberta, desbravar caminho, ir numa aventura e, acima de tudo, viver com espontaneidade. E medo do desconhecido? Se não te chegares à frente, nunca o perderás.
Se não escrevesse enlouquecia, certamente. Embora nem escreva tanto como queria, umas vezes aqui, outras vezes em folhas soltas que se perdem com o tempo. O que importa é que se escreva. Importa deixar as palavras fluirem, abrir o coração, ir ao fundo do nosso ser e escrever, mesmo que nada faça sentido, e que tudo não passem de divagações sem nexo. Escrever é, sem dúvida, uma porta para o nosso mais profundo "eu". Escrevo aquilo que não digo cara-a-cara, escrevo o que quero desabafar para o nada, mas que tenho de o fazer de alguma forma e assim surgem as palavras, as frases, os textos...E como é bom deitar cá para fora aquilo que nos forra a alma, sentirmo-nos subitamente mais livres e aliviados, numa agradável sensação de liberdade, por simplesmente, ter escrito.

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