"Não te esqueças de mim" - disse, com um sorriso nos lábios. Não sabia quando seria o re-encontro, mas lá no fundo, ela sabia que podia ser a última vez. Não queria aproximar-se desse pensamento, que tanto a atemorizava, mas sendo uma rapariga com os pés assentes no chão, não podia deixar de ter essa ideia constantemente a passear pela sua mente. Sem se aperceber, e sem querer dar a mão à palmatória, ele tinha-a desarmado. Estava na sua mão, sem que ela o pudesse evitar. Foi acontecendo. E ela deixava - que remédio - assistindo a tudo do lado de fora. Dizem que o amor é permitir que a outra pessoa nos possa destruir por completo, mas confiar que isso não vai acontecer. O problema é que também nos deixa completamente vulneráveis. A nossa armadura cai e ficamos na mão de quem nos tem. Isso aconteceu, mas tu não estavas nem aí porque sempre foste de teimas. E se der para o torto? "Não faz mal, eu resolvo sozinha". E assim foi.
Era um dia de verão, no ar passava um avião, um de tantos que todos os dias sobrevoavam o céu, o mesmo céu que ela não se fartava de olhar. Quando lhe perguntavam qual a sua cor favorita, dizia, sem pestanejar, "azul turquesa". Era feliz quando nas suas pequeninas mãos tinha a caneta, exatamente com a cor do céu. Não se coibia de a utilizar em todos os seus desenhos, pintando o céu, e um sol, amarelo e radiante. "Lá em cima vão os teus avós" - Diziam-lhe, enquanto concentrava toda a sua atenção naquele avião, que parecia tão pequeno visto de longe, imaginando como seria estar lá dentro, a sobrevoar a terra que ela pisava. Entrava no aeroporto. Era capaz de ficar horas a olhar para a avioneta que, fantasticamente, se encontrava no tecto, suspensa por fios que lhe pareciam tão frágeis. Tinha medo de se colocar debaixo dela, mas era emocionante vê-la, e admirá-la. Subia ao rooftop do aeroporto. Colocavam-na em cima do muro para conseguir ver melhor. Sentia-se ain...

Amei :))
ResponderEliminargreat blog! would you like to follow each other in gfc and bloglovin? let me know!
ResponderEliminar