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Mensagens

Insane

O relógio já marca a meia-noite, há muito tempo que não me lembrava o que era sair tão "cedo". O trabalho acabou, mas depressa se instalou o vazio. O ponteiro dos segundos, outrora imperceptível, ecoa agora pesadamente nas têmporas, para me lembrar que afinal até tenho uma vida. Merda. Era suposto ter uma vida, mas parece que me esqueci de como era viver a minha. Mais um dia em que falei com dezenas de pessoas, em que fiz o meu melhor sorriso, em que me superei e, para além de cumprir os meus objetivos, tornei o dia de alguém um pouco melhor. Objetivo cumprido. E agora o ponteiro continua, já me esquecia de como o tempo voa, e da dor que já há algum tempo se instalou no meu peito. Lembrei-me. Não sou boa companhia para mim própria e sei-o. Pensar demais pode enlouquecer, e eu que o diga. É lixado quando alguém consegue influenciar tanto a tua vida e determinar se estás bem ou mal. "Caíste-me do céu" e deste-me abrigo, e agora? Não é justo alguém entrar assim nas no...

Cheers to the fall

Surpreendentemente, ainda conseguia dar por mim a desculpar-te, a desdobrar-me em passar paninhos quentes nas tuas atitudes, ou falta delas. Ainda pensava que talvez te conseguisse fazer ver certas coisas e a importância delas, que ia conseguir curar algumas feridas e que tudo ia melhorar. Depois, obriguei-me a dar um passo atrás, a ver o quão estúpida fui, a pensar com a razão e não com o coração, porque de facto, mereço o que não consegues, não podes ou não queres dar. Porque o amor move montanhas, e o teu nem a porta do café, porque se fosse realmente importante não havia espaço para orgulhos estúpidos, todos os dias seriam importantes e eu faria parte de todos eles. Entenderias que estar perto não significa necessariamente estar junto, e que a pior distância, é a das almas quando o corpo está perto. Então, saí de cena e voltei finalmente a encontrar-me. Coloquei-te no pretérito imperfeito, e contigo todas as lembranças. Percebi que o caminho é certo quando não tenho mais vontade ...

You learn to love yourself more

Um dia talvez acordes, e se por azar não for uma Quinta-feira, ou talvez um Sábado, vais achar que a tua vida não faz muito sentido. Vais ficar a fazer ronha na cama o maior tempo possível, e depois segues a tua vida quotidiana sem grande euforia. Secalhar, em algum momento do teu dia, te lembres dela, e talvez, por momentos, consigas sentir novamente o sabor dos seus lábios, os arrepios e, quem sabe, cheguem as saudades. O arrependimento. Nesse momento sacodes os pensamentos e mais uma vez segues no teu acostumado "quero lá saber". "Quero lá saber"... Foi sempre isso que te ocorreu dizer, consigo ouvi-lo, repetidamente e a ecoar demasiado alto na minha cabeça. Demasiadas vezes. Se tu não queres saber, eu também não deveria querer. Mas mesmo que não quisesse, saberia-o sempre. Não queremos, mas vemos. Não planeamos, mas acontecemos. E tu sempre soubeste a falta que ela te fazia, mas mesmo assim, refugiaste-te sempre em orgulho, e cobardia. Se ridículos são aquele...

Amor e uma espada

No amor não se exige. No amor não se cobra nada, aliás, dá-se, mesmo sem esperar nada em troca. Talvez por isso te tenha entregue o meu coração em mãos, depois de estar certa que o merecias. Compreendes o tamanho da confiança depositada em ti? Foi como dar-te a minha vida e dizer para cuidares bem dela. O meu erro começa aí. Ou secalhar não...talvez comece mesmo no início, no "amor". Alguém me disse uma vez: "o amor fode tudo". E fode, bem fodido. Quando damos conta já nos deixámos apanhar, e aí já não há nada a fazer. E quando queremos dizer ao coração para se acalmar? Não dá, entregaste-o, lembras-te? Já só sentes um aperto e um vazio enorme se a outra pessoa não sabe cuidar dele. Já não depende só de ti, e infelizmente. Porque se em batalhas vencesse a razão, eu saía vitoriosa. Mas assim, saio apaixonada. Ah, e fodida.

Unsaid things

Não gosto de ter coisas por dizer. É horrível, fico com um nó na garganta, com o coração apertado, com mais 100kg em cima...Pior mesmo é quando deixamos que esse "algo por dizer" vá aumentado, e no fim vem o efeito bola de neve, que quando dás por ti já se transformou num "tanta coisa por dizer", que acabas por já nem saber onde começa e onde acaba. E o erro começou naquele "algo por dizer", que teimaste em guardar para ti, naquela vez em que abriste a boca mas, por qualquer razão, as tuas cordas vocais não emitiram nenhum tipo de som. E a oportunidade passou. Mas ficou lá, guardado dentro de ti, no cantinho das "coisas que nunca disse, mas que um dia vêm cá para fora todas de uma vez só"

"Não tenho culpa"

Não devia falar de ti. Não devia porque apenas são mais razões para, ao fim ao cabo, dar-te atenção, e teres motivos para te vangloriares (mais uma vez), e dizeres "se eu não fosse importante, não falavam de mim". Sim, de fato podemos concluir que és importante. Tens o perfil ideal da personagem principal de um livro. Um qualquer thriller psicológico com uma emaranhada história, fazendo o leitor odiar-te pelo simples fato de existires, mesmo que apenas não passes de uma obra de ficção. Mas neste caso, és real, e bem podes ser odiado por isso. Mas eu não te odeio, porque agora consigo compreender-te, e isso muda tudo. Muda o choque e o desagrado perante as tuas atitudes más, para olhar para algo e pensar " isto é mesmo dele ". Consigo tolerar, mas não consigo aceitar. Não sei se será essa a palavra certa, mas é como se as nossas cabeças funcionassem (e funcionam) exatamente em sentidos opostos. Eu preocupo-me . Tu estás-te a borrifar . Eu penso . Tu fazes sem pens...

"Quem é de verdade, sabe quem é de mentira"

Vou conhecendo muita gente que não vale a pena. É como se as pessoas estivessem cada vez menos interessantes, cada vez mais banais e superficiais. Mas secalhar sempre foi assim, e talvez seja só eu que andei iludida e a achar que ainda havia pessoas de tirar o chapéu. E há, de facto. Mas escasseiam cada vez mais. Era bom ter um filtro que só deixasse entrar na minha vida pessoas assim. Ou então, ter a capacidade de ler as mentes, ler previamente aquele cantinho escondido, que nos mostra o verdadeiro calibre de alguém. Isso poupava-me uns quantos abanões. Mas no entanto, tirava toda a magia do que é conhecer alguém. Aquele momento em que vamos levantando a ponta do véu, ou vendo-o, simplesmente, a cair lentamente. Gosto de conhecer pessoas diferentes, e quando digo diferentes, é mesmo diferentes, e completamente opostas a mim. Acaba por me permitir aprender sempre alguma coisa, por mais que algumas contem para a estatística do "não vale a pena". Gosto de esmiuçar sempre o l...